domingo, 21 de novembro de 2010

Esta dor que sinto
Começar no meu peito alastra-se
A todos os músculos do meu
Corpo.
Tal como sinto a felicidade em todos os poros do meu corpo,
Assim sinto a dor. O meu Amor.
Que estranho sentimento, a saudade.
Arrasta o meu corpo pelo chão
Até te ver.
Já nem me reconheço quando me olho no espelho
E tu não estás no reflexo comigo.
Sou um pacote. Nada mais.
Um pacote de Amor saturado de saudade
E embrulhado com beijos infinitos,
E lágrimas de felicidade que descem o meu rosto sem avisar.
Basta olhar-te, bem nos olhos. E sei tudo.
Nem temo nada.

Até quando nem sequer te ver?
Até quando viver de lembranças.
Até quando sentir as minhas forças serem sugadas através do meu peito..

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tudo o que queria dizer
Já disse.
Tudo o que queria fazer-te ver
Já tu sentiste no meu coração.
E agora?
Agora temo repetir-me.
Agora fico à toa, sem saber o que escrever.
Sem saber mais do que te falar, meu amor.
Temo ter esgotado o meu parlapiê.

Quando recordo todos os momentos,
Todos os sentimentos
E mesmo todos os olhares.
E agora reparo onde estamos,
Onde o destino nos trouxe.
Por mais tempo que passe,
Há-de ser sempre este sentimento,
Este sonho realizado, o sorriso babado.
Hm. Que delícia, meu amor!,
Pensar no que fomos e no que somos.
Saber que me amas.
Que piada ao relembrar
Aqueles 30 segundos.
Aqueles 30 segundos em que decidíamos o
Nosso dia.
Aqueles 30 segundos em que deixávamos o mundo vir à superfície dos nossos olhos
E corações.
Que piada ao relembrar o conforto que sentia nesse momento,
Mesmo antes de decidir que não pertencia ao paraíso.

Mas afinal pertenço aí, e tu pertences aqui.
Afinal, ambos merecemos viver o paraíso na Terra.
Afinal, o meu coração é teu,
Afinal és tu o meu amor.