terça-feira, 29 de maio de 2012

Por seres
E saberes
Que és o Rei do meu coração
Apertas-o assim; esmigalhas-o assim,
Para depois o libertares num segundo...
Com apenas um sorriso..!

Enfim.

De que me vale, a mim,
Ficar assim?
Incha o meu orgulho, cheiinho de veneno até à boca;
Incha o teu veneno, cheio de orgulho até ao topo.
Implode o peito do coração até à boca, que os sentimentos têm que sair por algum lado.
E depois resto eu. Só eu, porque tu, só tu sabes.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Já chega.
Já chega de aventuras, de saltos de fé, chega...

Já me chega o aperto que sinto a cada vez que existo...
Já me chega a culpa, sim a culpa!
Já me chega a saudade, a dor penetrante que começa no pescoço e vai perfurando o resto do corpo...
Já me chega a angústia, a inércia, a vontade de querer e não poder...

Sim, chega. Mas até quando?
Até quando tenho de carregar este peso?
Até me libertares, Amor. Até me voltares a ter nos teus braços, até voltar a sentir o calor da tua pele...
Até lá, arrasto-me. Trepo. Os ossos são rijos, os músculos estão rijos.
Até lá, a qualquer momento o meu coração há-de saltar pela boca.
Quem o pode julgar? Se eu tivesse escolha também não ficava, não nestas condições.
Porquê fui cega ao ponto de achar que aguentaria? Que era de ferro..?
Eu não sou de ferro. Por muito que tente parecer, no final caiem todas as minhas máscaras.
No final só resta a merda, a podridão interna, a alma como uma latrina!

A alma como uma latrina... Mas um banho por dentro não chega.
É preciso muito mais para me salvar neste momento.
É preciso arcos-íris, fadas, merdas brilhantes com luzinhas e purpurinas.
É preciso mentiras, falsidades luzentes o suficiente para me voltar a cegar.

Não é suposto este 'eu' vir à tona;
Não estou habituada a mostrá-lo, a passeá-lo, a fazer as suas expressões faciais.
Não estou nem quero estar! Mas enfim...

Que fazer? Apodrecer?
Parece-me uma boa ideia...
Quero fugir.
Vou fugir!
Para onde? Para lado nenhum.
Em lado nenhum me vai acontecer o que eu espero;
Em lado nenhum vou sentir paz,
A paz tão esperada!

Talvez haja um sítio...
Um sítio não. Uma pessoa...
Uma pessoa, sim!
Um olhar, um gesto, um abraço...
Um Amor.