sexta-feira, 4 de maio de 2012

Já chega.
Já chega de aventuras, de saltos de fé, chega...

Já me chega o aperto que sinto a cada vez que existo...
Já me chega a culpa, sim a culpa!
Já me chega a saudade, a dor penetrante que começa no pescoço e vai perfurando o resto do corpo...
Já me chega a angústia, a inércia, a vontade de querer e não poder...

Sim, chega. Mas até quando?
Até quando tenho de carregar este peso?
Até me libertares, Amor. Até me voltares a ter nos teus braços, até voltar a sentir o calor da tua pele...
Até lá, arrasto-me. Trepo. Os ossos são rijos, os músculos estão rijos.
Até lá, a qualquer momento o meu coração há-de saltar pela boca.
Quem o pode julgar? Se eu tivesse escolha também não ficava, não nestas condições.

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