Quanto tempo passou?
Nem sei. Nem me lembro.
Desde que senti aquela enorme explosão daqueles sentimentos,
Sabendo que há apenas uma única forma de os expelir.
Nem me lembro, é verdade.
Mas lembro-me de como foi. Que saudades...
De sentir que o meu amor é maior que o mundo!
Eu sei que ele é. Mas esqueço-me...
Melhor, viro a cara para o lado para não ver que é,
Efectivamente, maior que o mundo.
Insisto em não ver, em não sentir,
Em manter-me fria, ir contra tudo o que me aquece a alma.
Será que é isto ser independente?
Não sei, mas foi nisto que fui obrigada a tornar-me.
"Estás sozinha no mundo," disse ele. "Não podes depender de mim."
Então vou depender de quem, de mim?!
Que disparate.
Eu não sustento ninguém. Muito menos quando esse alguém
Sou eu. Ainda pior quando esse alguém
Sou eu.
Isto não está a correr nada bem. Não vai correr nada bem...
Quero o meu amor de volta, quero sentir-me protegida
E que algo me protege. Assim só resto eu.
Eu?! Nem sei onde ando por estes dias. Aqui não é de certeza.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
O que é isto, esta inércia.
Esta vontade de não ser eu
Neste mundo, nesta realidade.
O que é isto, esta inércia?
De onde vem este sentimento de destruição?
Ou de ficar parada. Nem sei. Não é nada.
Não é nada nem há-de ser mais que
Isto.
Nada vem, nada muda, nada se transforma.
"Vem, muda-me, transforma-me. Por favor."
Mas não. Nem hoje, nem nunca...
Esta vontade de não ser eu
Neste mundo, nesta realidade.
O que é isto, esta inércia?
De onde vem este sentimento de destruição?
Ou de ficar parada. Nem sei. Não é nada.
Não é nada nem há-de ser mais que
Isto.
Nada vem, nada muda, nada se transforma.
"Vem, muda-me, transforma-me. Por favor."
Mas não. Nem hoje, nem nunca...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Eu e tu perdemo-nos.
Eu perdi-me de ti, e tu perdeste-te de mim.
Agora só me resta a minha pessoa, e a ti só te resta a tua.
E já não somos um. Somos dois que se encontram no meio do caminho.
E já não pensas para mim; pensas para ti.
E o meu amor já não chega. Mas o teu chega-me !
Aspiras demasiado alto, como um balão de hélio que sobe, sobe, ... e bem lá em cima,
Bem sobre as nuvens, finalmente explode. E a borracha rasgada cai sobre os meus cabelos,
mas eu não faço a mínima ideia do que seja, ou do que foi realmente.
Só quero nada. Não quero nada. Quero-te a ti, não quero mais nada, ora.
Eu perdi-me de ti, e tu perdeste-te de mim.
Agora só me resta a minha pessoa, e a ti só te resta a tua.
E já não somos um. Somos dois que se encontram no meio do caminho.
E já não pensas para mim; pensas para ti.
E o meu amor já não chega. Mas o teu chega-me !
Aspiras demasiado alto, como um balão de hélio que sobe, sobe, ... e bem lá em cima,
Bem sobre as nuvens, finalmente explode. E a borracha rasgada cai sobre os meus cabelos,
mas eu não faço a mínima ideia do que seja, ou do que foi realmente.
Só quero nada. Não quero nada. Quero-te a ti, não quero mais nada, ora.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Já Pessoa dizia
"Conheço-me e não sou eu".
Mas ele era vários; eu posso ser duas. Ou melhor, aparento ser duas.
Mas na verdade sou só uma. Ou melhor, um.
Sou um verme rastejante, que se alimenta do lixo que vai encontrando pelo caminho.
Que merda de caminho !
Sou a mais bela farsa de todas, a melhor farsa de todas - porque até engano a mim própria.
Fico cega com os meus brilhantes e purpurinas, deixo-me levar pelas mentiras a bordo de navios e assim fico, a vê-los passar.
Mas que navios luxuosos, sim!
Porque eu não me deixo enganar por pouco. É preciso o brilho ser tanto para me conseguir cegar com o reflexo do sol.
É preciso eu achar que subi tão alto - ou melhor, querer acreditar! - para depois ver que sempre andei aqui, a 100 metros abaixo do chão.
Sou o pior verme de todos, pois sei o que sou.
E sei que nunca hei-de entrar num casulo e transformar-me em borboleta,
Sei que nunca vou voar.
Mas eu quero voar...
"Conheço-me e não sou eu".
Mas ele era vários; eu posso ser duas. Ou melhor, aparento ser duas.
Mas na verdade sou só uma. Ou melhor, um.
Sou um verme rastejante, que se alimenta do lixo que vai encontrando pelo caminho.
Que merda de caminho !
Sou a mais bela farsa de todas, a melhor farsa de todas - porque até engano a mim própria.
Fico cega com os meus brilhantes e purpurinas, deixo-me levar pelas mentiras a bordo de navios e assim fico, a vê-los passar.
Mas que navios luxuosos, sim!
Porque eu não me deixo enganar por pouco. É preciso o brilho ser tanto para me conseguir cegar com o reflexo do sol.
É preciso eu achar que subi tão alto - ou melhor, querer acreditar! - para depois ver que sempre andei aqui, a 100 metros abaixo do chão.
Sou o pior verme de todos, pois sei o que sou.
E sei que nunca hei-de entrar num casulo e transformar-me em borboleta,
Sei que nunca vou voar.
Mas eu quero voar...
sábado, 2 de abril de 2011
As pessoas vivem numa bolha.
Eu não quero. Eu NÃO vivo numa bolha.
Eu já decidi, e rompi a minha bolha.
Eu tirei um alfinete do meu bolso e rebentei a minha bolha.
Sendo assim, a minha bolha é o mundo.
As pessoas vivem numa bolha de falsidade. Falsidade, sim.
Falsas virtudes que acreditam serem verdadeiras. Mas não são.
E as suas bolhas são feitas como um castelo de cartas, e as pessoas têm medo que, ao tirar uma carta, o seu castelo caia. E cai mesmo.
E depois já não têm bolha - coitados. A vida não é uma bolha. Nem um castelo de cartas.
A vida não é frágil.
Eu não sou frágil.
As minhas virtudes não são frágeis como um castelo de cartas. Consigo tirar 10 cartas sem fazer o meu castelo ruir. Impressionante, não é?
Não, não é. É a coisa mais simples e natural do mundo.
Tirem-me o chão, e eu flutuo.
Eu não quero. Eu NÃO vivo numa bolha.
Eu já decidi, e rompi a minha bolha.
Eu tirei um alfinete do meu bolso e rebentei a minha bolha.
Sendo assim, a minha bolha é o mundo.
As pessoas vivem numa bolha de falsidade. Falsidade, sim.
Falsas virtudes que acreditam serem verdadeiras. Mas não são.
E as suas bolhas são feitas como um castelo de cartas, e as pessoas têm medo que, ao tirar uma carta, o seu castelo caia. E cai mesmo.
E depois já não têm bolha - coitados. A vida não é uma bolha. Nem um castelo de cartas.
A vida não é frágil.
Eu não sou frágil.
As minhas virtudes não são frágeis como um castelo de cartas. Consigo tirar 10 cartas sem fazer o meu castelo ruir. Impressionante, não é?
Não, não é. É a coisa mais simples e natural do mundo.
Tirem-me o chão, e eu flutuo.
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