segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quanto tempo passou?
Nem sei. Nem me lembro.
Desde que senti aquela enorme explosão daqueles sentimentos,
Sabendo que há apenas uma única forma de os expelir.

Nem me lembro, é verdade.
Mas lembro-me de como foi. Que saudades...
De sentir que o meu amor é maior que o mundo!
Eu sei que ele é. Mas esqueço-me...
Melhor, viro a cara para o lado para não ver que é,
Efectivamente, maior que o mundo.

Insisto em não ver, em não sentir,
Em manter-me fria, ir contra tudo o que me aquece a alma.
Será que é isto ser independente?
Não sei, mas foi nisto que fui obrigada a tornar-me.

"Estás sozinha no mundo," disse ele. "Não podes depender de mim."

Então vou depender de quem, de mim?!
Que disparate.
Eu não sustento ninguém. Muito menos quando esse alguém
Sou eu. Ainda pior quando esse alguém
Sou eu.

Isto não está a correr nada bem. Não vai correr nada bem...
Quero o meu amor de volta, quero sentir-me protegida
E que algo me protege. Assim só resto eu.
Eu?! Nem sei onde ando por estes dias. Aqui não é de certeza.

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