sábado, 18 de dezembro de 2010

E o mundo desabou na minha na cabeça e no meu
Coração.
E a gravidade faz sentir o seu poder cada vez mais,
E o meu centro gravitacional está cada vez mais pesado.
Ele expande-se e contrai-se, ora eu expiro ora eu inspiro.
E quando inspiro a dor contrai-se; quase que desaparece.
Mas depois ao expirar sinto outra vez o peso da gravidade.
Não é horrível, isso não. É simplesmente sublime.

A dor aliada à beleza?! Impossível. Na mente de um maníaco-depressivo talvez fizesse sentido.
Mas eu não sou maníaca-depressiva. Eu sou feliz.
Mas voltando um pouco atrás, sim, a dor aliada à beleza.
Num instante, os sentimentos misturam-se como azeite e água;
E por um lado temos o Amor, o mais belo dos sentimentos, e por outro a dor.
Impossível sentir um sem o outro. Impossível concentrar-me na dor sem reparar que o Amor está lá.
Aí, meu Amor. Aqui, no meu coração.
Então pode-se dizer que estes dois sentimentos vivem eternamente ligados
Vivem em perfeita simbiose no meu coração, nestes dias.
O Amor sobrepõe-se à dor; mas nunca a dor se irá sobrepor ao Amor.
A felicidade instala-se e pontapeia a tristeza.
"Fora daqui, dos nossos corações!"

A dor serve apenas para uma única coisa: para nos perguntar-mos "porque sofremos?"
Sofremos por Amor.
E o Amor é felicidade, Amor.

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